ANO NOVO – Aqui no Brazil, todo mundo se veste de branco e vai para a praia para assistir a meia dúzia de fogos de artifício que faz você se sentir como a Katy Perry. Eu odeio isso. Dos feriados, é o que eu menos gosto. Que idéia idiota de fazer promessas ao vento quando o ano vira, ou fazer uma listinha de coisas-que-quero-fazer-em-2012, ou pular ondas! E eles acreditam tanto nessa data, que até fizeram um filme pra ela, um filme lindo, mas que não é muito engraçado como Idas e Vindas do Amor (Valentine’s Day), Noite de Ano Novo (New Year’s Eve) é um longa muito bom, mas que decepciona por não explorar mais o elenco maravilhoso e gostoso que tem.
É quase impossível criar uma sinopse para esse filme em menos de 50 linhas, ou falar sobre cada um dos artistas dele. São eles: Ashton Kutcher, Lea Michele, Michelle Pfeiffer, Zac Efron, Robert De Niro, Halle Berry, Jessica Biel, Katherine Heigl, Jon Bon Jovi, Sofia Vergara e Sarah Jessica Parker. O longa conta histórias paralelas inusitadas, que podem acontecer com qualquer nova-iorquino no último dia do ano, como ficar preso no elevador com Rachel de Glee (sonho) ou ser a responsável pela bola mais famosa de Nova Iorque, que acaba de quebrar, ou apostar qual bebê vai ser o primeiro a nascer do ano. Pode acontecer com você, né?
É um filme bem legal, tem ritmo, mas é rápido, e como são histórias distintas, elas acontecem ao mesmo tempo em lugares diferentes da grande maçã, mas várias coisas me lembram o outro filme do diretor Garry Marshall que se passa no Dia dos Namorados, como a saudade da família dos militares em guerra. Mas a minha história favorita no filme com certeza é encenada por Zac Efron e Michelle Pfeiffer, uma mulher que já passa dos 50 que, na véspera do Ano Novo, pede demissão, faz uma listinha das coisas que quer fazer, chama um motoqueiro e pede pra ele realizar todos os desejos da lista. Todo mundo pensa que é fisicamente impossível ir para Bali ou dar a volta no mundo em um dia só, para estar de noite na Times Square, né? Wake up! We are in New York! Lógico que é possível!
O ápice do filme com certeza é o discurso encenado por Hilary Swank, que dá os votos de ano novo e acalma o povo de Nova Iorque, preocupados com a bola quebrada. A cena é tocante e linda, fazendo o longa ficar um pouco emocionante (nada além que as outras comédias românticas abituais). No mais, não é engraçado, por exemplo, em nenhum momento toda a sala do cinema (lotada) deu gargalhadas, é no máximo alegre, nada além.
Vale o dinheiro do ingresso. Se não pela história ou pela data, mas pelo elenco. Não é o melhor filme do ano, nem vai superar as bilheterias do pior do ano (Amanhecer – Parte 1), mas eu recomendo. Boa opção para um domingo (fugindo do Faustão). E não passe perto de uma agência de viagens que esteja vendendo um pacote para passar o Reveillón em Nova Iorque depois de assistir a esse filme, porque você não vai aguentar e nem vale a pena esse ano, quem vai tocar é Justin Bieber, e não Lea Michele.